Como usar o Código de Defesa do Consumidor a favor da sua loja?

Como usar o Código de Defesa do Consumidor a favor da sua loja?

O Código de Defesa do Consumidor — CDC — proporcionou, sem dúvida, uma nova relação entre consumidor e empresa. Os lojistas passaram a agir e a implementar medidas no sentido de respeitar os direitos de seus clientes e, também, para evitar conflitos entre as partes. O que foi fundamental para a  expansão de alguns negócios.

No entanto, talvez os comerciantes não saibam que o Código de Defesa do Consumidor também pode ser usado a seu favor, e não apenas para auxiliar os consumidores. Isso porque uma relação regulamentada traz direitos e obrigações para um e outro e, assim, impõe limites para a atuação e vontades de ambos.

Por isso é muito importante que o comerciante conheça essa legislação. Continue lendo nosso post hoje, pois vamos explicar como usar o Código de Defesa do Consumidor a favor da sua loja.

Código de Defesa do Consumidor como guia nas relações consumeristas

O Código de Defesa do Consumidor foi promulgado, principalmente, com a finalidade de proteger o cliente contra as arbitrariedades dos fabricantes e dos comerciantes. Mas, o que poderia se tornar uma dor de cabeça, pode se transformar em um trunfo para o comerciante.

Isso porque essa legislação pode ser utilizada como uma ferramenta a favor do comerciante, por se tratar de uma forma de anteceder as necessidades e as expectativas do cliente. Assim, quando o consumidor retorna à loja com alguma queixa em relação ao produto comprado ali, cabe ao comerciante atender seu cliente e responder às suas expectativas, no mínimo, de acordo com o que determina o CDC.

Nesse sentido, a tomada de decisões na pré-venda, venda e pós-venda deve ser considerada segundo as disposições do Código. Isso demonstra o interesse em atender bem o cliente, na medida em que responde às suas expectativas sem a imposição de dificuldades. Facilitar a vida do consumidor e dar uma solução às suas queixas de forma apropriada é a melhor forma de fidelizar clientes, pois saem com uma boa impressão daquela loja.

Além disso, agir de acordo com o Código é a melhor forma de se relacionar com o cliente e de evitar ou garantir o ganho de causa em possíveis processos judiciais.

O CDC, portanto, deve ser usado como um guia nas relações consumeristas, prevenindo conflitos entre as partes.

Procedimento de troca de produto sem defeito

Uma das reclamações mais constantes dos consumidores se refere à troca de produtos. Algo que se tornou tão comum, que os clientes costumam pensar que se trata de uma obrigação do lojista. Mas, saiba que não é. Se o produto não apresentar defeito, o comerciante não tem a obrigação de trocá-lo.

No entanto, para reforçar o relacionamento e encantar ainda mais o cliente, fica a critério da loja conceder, ou não, um prazo para isso. Nesse momento, o lojista pode demonstrar que não se trata de uma obrigação, mas sim de uma cortesia.

A ressalva fica para as vendas fora do estabelecimento, como via internet ou telefone. Nesse caso, o consumidor tem até 7 dias do recebimento do produto ou da assinatura do contrato para cancelar a compra.

Prazo para reparo de produto defeituoso

No entanto, caso se trate de um produto com algum tipo de vício, seja porque é impróprio ou inadequado ao uso, seja porque não corresponde à publicidade, dentre outros motivos, o lojista tem até 30 dias para sanar esse problema.

Dessa forma, não é direito do consumidor exigir a troca imediata, ou em 7 dias. O comerciante tem direito a reparar o vício em até 30 dias.

Apenas em caso de não reparo, dentro desse prazo, é que poderá o consumidor exigir uma alternativa, que pode ser a substituição por outro produto da mesma espécie, a devolução do valor pago corrigido monetariamente ou o abatimento proporcional do preço.

Dessa forma, o lojista pode ver o Código de Defesa do Consumidor como um aliado e usá-lo como guia nas suas relações consumeristas, atendendo bem às expectativas de seus clientes.

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